A implantação e manutenção de iniciativas previstas na lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos devem exigir investimento de pelo menos R$ 6,1 bilhões nos próximos quatro anos. O valor é uma estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre).
Entre as medidas estão o sistema de logística reversa, em que as empresas de eletroeletrônicos, pilhas e pneus terão de dar destinação adequada para itens usados e a elaboração de plano nacional, estadual e municipal que indique a situação atual, proposição de cenários e estabelecimento de metas e programas para o setor.
A lei também prevê o fim dos lixões nos Municípios, além da proibição de lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto, a estada de habitantes e animais nas áreas de disposição final do lixo e a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos.
No entanto, a maior expectativa é que a lei provoque mudanças na forma como a sociedade lida com o lixo. Para Ziulkoski o novo marco regulatório deve promover uma nova cultura social de responsabilidade conjunta em relação ao lixo que deve ser incentivada por meio de campanhas educativas. Como na determinação da coleta seletiva, por exemplo.
